CANTINHO BÍBLICO


Cantinho Bíblico – (Continuação)

Um dos caminhos que nos leva a santidade é a perseverança na oração, pois está escrito: "Vigiem e orem o tempo todo, a fim de que possam tornar-se dignos de escapar de todos os males que há no mundo, e se apresentarem de pé diante do Filho do homem" (Lc 21,36). Os discípulos de Jesus logo perceberam que Ele sempre se isolava para orar. Um dia, num certo lugar, Jesus estava orando. Quando terminou, um deles pediu-lhe: Senhor, ensina-nos a orar assim como João ensinou a seus discípulos. Jesus lhe disse: "Quando orar ..." (Lc 11, 1-4).  Lucas só nos diz uma parte do Pai Nosso, mas é Ele quem nos mostra como nasceu essa oração. É Matheus quem nos esclarece como devemos orar. (Mt 5, 5-15)

Na oração do Pai Nosso, há três pedidos iniciais que estão relacionados diretamente ao Pai. E mais quatro direcionados a nós. Jesus inicia evocando o nosso Pai que está no céu. Pede que Seu nome seja santificado e que venha a nós o Reino de Deus. Em terceiro lugar, que seja feita a vontade de Deus aqui na terra, como é feita no céu. Esses três primeiros pedidos estão entrelaçados. um é consequência do outro. Quando a humanidade entender e santificar o nome de Deus, já estará fazendo a Sua vontade. Então, o Reino de Deus se instalará no meio de nós.

Santificar o nome de Deus, fazer a sua vontade, é construir o Reino de Deus aqui na terra. E aí haverá Paz!

Mas precisamos aprender a fazer o que Deus quer e conhecer qual é a Sua vontade. O próprio Jesus nos ensina que Ele veio por vontade do Pai: "Desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou". (Jo 6,38; Heb 10,5-10)    "Porque me procuram? Não sabiam que devo ocupar-me das coisas de mau Pai?" (Lc 2,48-49)

"Aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mt 12,46-50)

Ele obedece espontaneamente: "O Pai me ama porque dou minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de dar, como tenho o poder de reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai". (Jo 10,17-18)

No sermão da montanha, Jesus foi bem claro: "nem todo aquele que me diz, senhor, senhor, entrará no reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Pregar em nome de Deus, fazer milagres, expulsar demônios não basta, é preciso fazer a vontade de Deus que é a nossa santificação. (Mt 7,21-23) É necessário ter discernimento, buscar a verdade de Deus, e não a dos homens, e conhece de fato qual é a vontade de Deus, que muitas vezes não coincide com a nossa. Quando isso acontecer, então o reino de Deus estará na terra plenamente.
(continua)

Que Deus nos ajude nessa busca!

Cantinho Bíblico: A Bíblia - Caminho de Santidade

A santidade é o projeto de Deus para todos. É o Seu chamado especialmente aos batizados. Quem ama a Deus não pode contentar-se com uma vida indiferente, vazia, mas deve ter grandes ideais e lutar para se aproximar cada vez mais do modelo de santidade que o próprio Deus nos estabeleceu. É claro que nunca seremos perfeitos como Deus, porque aí seríamos o próprio Deus. Mas é Sua vontade que sejamos santos, porque está escrito: “Sejam santos, porque eu, o Senhor, sou Santo” (Lev 11, 44-45). E ainda: “Serão para mim santos, porque eu, o Senhor, sou Santo, eu os separei dos outros povos para que sejam meus” (Lev 20, 26). Isso Deus disse ao povo, por meio de Moisés, mais ou menos 800 a.C.


Jesus Cristo veio e confirmou esse pedido de Deus: “Sejam perfeitos assim como seu Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48). O próprio São Paulo disse: “Não digo que já alcancei a perfeição, mas eu corro para alcançá-la, pois eu também fui conquistado por Cristo” (Fil 3, 12). Devemos ser santos a partir do pedido de Deus, porque Deus, que é amor, poder e perfeição, não guardou só para si sua plenitude de santidade, mas quis estendê-la a nós quando nos criou à sua “imagem e semelhança”. Portanto, somos co-participantes da mesma natureza divina. Sendo nós “filhos de Deus”, tornamo-nos semelhantes a Ele. Mas a beleza de nossa “santidade” não pode ser deixada a nossa própria criatividade subjetiva, porque aí provavelmente criaríamos uma santidade sob medida para nosso uso e consumo. Há valores objetivos de santidade que devem ser colocados em evidência, que são permanentes e que são sempre atuais, vivos e verdadeiros. Para nós que acreditamos na “palavra de Deus”, a santidade, isto é, a perfeição e a vivência da “Vontade” e a “Palavra” de Deus não são opcionais, mas uma exigência vital e insubstituível. Não haverá santidade sem a conformidade do nosso ser à vontade do Pai, que é a nossa perfeição (Mt 7, 21-23).


São Paulo nos lembra que somos chamados a ser santos (Rom 1, 7). Deus nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele (Efs 1, 3-4). Devemos ser irrepreensíveis e inocentes filhos de Deus, íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, brilhando como luzeiros no mundo (Fil 2, 12-16). “Procurar a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor” (Heb 12, 14-15).

Continuaremos meditando sobre esse assunto na próxima edição.          

Baseado no livro “SED – SANTOS”, de Felipe Aquino.


“Pastor e Ovelhas”


Na Bíblia temos muitas citações sobre Pastores e Ovelhas. A criação de ovelhas era comum entre os israelitas. O cuidado das ovelhas é mencionado também e é uma fonte de imagens teológicas muito ricas. No antigo Oriente Médio, o título de pastor era aplicado aos reis e aos deuses. Mas para Israel o rei nunca era chamado de Pastor diretamente, o título é atribuído a Javé.

As ovelhas precisam ser guiadas pelo pastor, pois feras e ladrões são frequentes (Gn 31,39-40). O pastor conduz o rebanho às pastagens, às águas e ao aprisco à tardinha ou em caso de um temporal. Ele estabelece uma relação de amor e confiança com seu rebanho que o segue por onde quer que o conduza. Ele só sai à procura de uma ovelha perdida e, se a encontrar ferida ou doente, ele a carrega nos ombros. E quando o pastor sai, o rebanho permanece unido no mesmo lugar até sua volta. Elas só obedecem à voz do seu pastor, não atendem à voz de estranhos e não se deixam guiar por eles (Jo 10,34).
Se o pastor for ferido, o rebanho se dispersa (Zc 13,7).

Javé é o verdadeiro pastor de Israel (Gn 49,24). “Como um rebanho conduziu o seu povo pelas mãos de Moisés” (Sl 76,21). “Retirou-os do Egito como ovelhas, e com elas atravessou o deserto” (Sl 77,52).

Jesus também usa a imagem de pastor. No Monte das Oliveiras, Ele tenta preparar seus discípulos a respeito do que estava para acontecer e disse: “... ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersadas” (Mt 26,31).

A ovelha desgarrada se tornou a figura do cuidado de Deus para com o pecador (Mt 18,12-14; 12, 11-12)

O encargo de pastor também foi confiado a Pedro, e Jesus o fez de modo particular (Jo 21,15-17).

E também é aplicado a ministros e dirigentes da nossa Igreja (Ef 4,11).

Hoje nós somos as ovelhas do rebanho de Jesus. Portanto, precisamos mais do que nunca ter o máximo cuidado de não confundirmos a sua voz, a sua palavra. Ele nos fala através da sagrada escritura. Vamos estudá-la?

Colaboração: Yolanda Morandin Longhitano

@ 2009 . PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA.